domingo, 16 de setembro de 2007

O CENTENÁRIO...







BROWNSEA 1907...
BROWNSEA 2007...
100 ANOS A FORMAR JOVENS PARA
O MUNDO DE HOJE!
UM CENTENÁRIO DE GLÓRIA PARA O ESCUTISMO--
*** Certamente muita gente se perguntará porque razão os métodos educacionais preconizados por alguns pedagogos de enorme nomeada, como o são Rabelais, Erasmo ou Rousseau, tendo algumas componentes similares àquelas que Baden-Powell utilizou no Escutismo, uma vez que também eles preconizavam a educação pelo jogo, pela vida ao ar livre, pela observação da natureza. A esta interrogação apenas se pode dar uma resposta: - BP era detentor de uma brilhante personalidade, emergente de uma vida bastante preenchida, desde os tempos em que viveu aventuras extraordinárias com os irmãos, estudou a pessoa humana nos personagens que representou quando estudava na Cartucha, evoluiu nos conhecimentos que veio a adquirir quando serviu o seu País na Índia e em África. Tudo isto foi complementado com uma vida rude e livre, em que se forjou o seu carácter de forma tão determinante que o levou a adoptar esta vida à juventude, que andava em busca de novos horizontes que dessem um sentido à sua avidez de crescimento para a vida de um mundo em convulsão. Baden-Powell descobriu que os jovens necessitavam de sentir o apelo da fraternidade, precisavam de aventuras, novas descobertas capazes de os levar a sentirem-se pessoas completas, confiáveis.
Foi na recordação das suas próprias experiências pelas matas da Cartucha, daquilo que os rapazes de Mafeking lhe transmirtiram quando do cerco, que Baden-Powell criou uma base de trabalho para a expertiência de Brownsea.
Cem anos depois... aí está a prova de que valeu a pena tamanha dedicação aos jovens! Baden-Powell tomou a sério os jovens, olhou-os com amor e conduziu-os pelos caminhos do bem, até pela Boa Acção de cada dia que lhes inculcou no espírito: "O ESCUTA É ÚTIL E PRATICA DIÁRIAMENTE UMA BOA ACÇÃO".
Logo após Brownsea, BP foi de férias pela América Latina, no ano de 1908, e colaborou , no Chile, na criação da primeira Associação de Escutismo no estrangeiro. Na América do Norte, graças à prática da Boa Acção a que a Lei do Escuta nos compromete, criou-se também o Escutismo. Um americano rico, que se havia deslocado a Londres, transportava alguma bagagem bastante pesada, a caminho do hotel. Um rapaz, que teria os seus 15 anos, ofereceu-se para transportar a bagagem ao americano. Feito o trabalho, o cidadão rico pretendeu gratificar o rapaz, mas este, fazendo a saudação com os três dedos, recusou, gentilmente, a gratificação, dizendo-lhe: "Sou Escuta e pratiquei a minha Boa Acção, ajudando-o!"
O americano, impressionado, foi informar-se sobre o que era o Escutismo. No Quartel General dos Escutas de Londres comprou o "Escutismo para Rapazes" e, assim que voltou aos Estados Unidos, tratou de lançar as bases dos Boys Scout na América.
A grande aventura do Escutismo, iniciada em Brownsea no já longínquo 1907, consubstânciou-se agora com o Grande Acampamento do Centenário! Nos céus, sorrindo feliz pela obra realizada, Robert Baden-Powell of Gilwell murmura muito baixinho: "...valeu a pena! Os jovens compreenderam aquilo que lhes quiz transmitir naqueles dias de Acampamento acontecidos no Verão de 1907! Que o Chefe Divino os proteja sempre... e que eles estejam SEMPRE ALERTA... PARA SERVIR!"

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