quarta-feira, 16 de julho de 2008

SABER EDUCAR... INTERPELA...

O texto que segue, é o relato de alguém preocupado com o modo como se vai educando pela acção no Escutismo Católico Português, porque há um déficit de responsabilidade de quem deveria ter a tarefa de estar atento aos jovens que lhe são entregues, ajudando-os a cumprir tudo aquilo a que um dia se obrigaram pela Promessa: Cumprir os deveres, obedecer à Lei do Escuta. Ser Filho de Portugal e bom cidadão; ser amigo e irmão de todos... deixar o mundo um pouco melhor do que o encontrou, segundo o espírito de Baden-Powell.
Mas... há que evitar o aparecimento de textos como este:
"Escuteiros...a que gente entregamos os nossos filhos?
A quem entregamos os nossos filhos? Aos Escuteiros?
LS, que tinha sido em tempos do século passado escuteiro e dirigente do CNE, achou por bem levar o seu filho SS para os escuteiros.
Foi para o agrupamento 61, Santa Maria dos Olivais, Lisboa, onde era chefe de Agrupamento JC, antigo colega de LS.
Passado cerca de um ano, JC deixa o cargo, tendo sido eleito GF, começando pouco depois as quezílias com o Pe IB, assistente do agrupamento.
Em resultado disso, os chefes que não se reviam nas atitudes do Pe IB abandonaram o agrupamento, ficando assim o mesmo sem dirigentes.
( Abandonaram CP, GF, LG, CA, SP, PN, e SMN)
Para não perderem a posse da sede que estava protocolada com a CML, IB desencantou AN, chefe do núcleo, e antigo chefe no 61, que veio assumir a chefia e tentar manter o agrupamento aberto, com a ajuda dos caminheiros, que poderiam ser mais tarde chefes. ( Boas vontades não colmatam falhas estruturais!)
Ao recomeçar o ano escutista, numa actividade mal enquadrada, mal planeada e mal vigiada, SS com 10 anos, de olhos vendados, é deixado ao abandono, dá uma queda, de cerca de 4 metros tendo fracturado o fémur, sem que ninguém tivesse dado pela sua falta.
Pasmam-se os pais ao imaginar que os vossos filhos de 10 anos são largados na serra de Sintra, de olhos vendados sem que ninguém esteja a velar por eles ou a precaver os riscos… ou seja o tipo de jogo que pode ser feito num court de ténis vedado, ou num ginásio, foi feito numa serra, com acidentes naturais não delimitados ou balizados e sem monitores suficientes para não perderem de vista todos os participantes.
Esta situação foi denunciada pelos pais de SS ao assistente de Núcleo NA, ao chefes Regional JCO e Nacional LL, ao assistente nacional JN, bem como a um tal conselho jurisdicional e fiscal, que nunca se dignaram a dar resposta a questões pertinentes:
Cumprem os escuteiros os seus próprios regulamentos acerca da formação e qualidade dos chefes e do enquadramento dos miúdos nas actividades ou aquilo anda AD-HOC?
Cumpre os regulamentos a hierarquia católica ao agir com espírito Dominicano, a acusar e nunca a querer conciliar, cega nas suas decisões, mesmo que delas venham a resultar vitimas inocentes, não punindo os maus chefes ( leia-se maus tecnicamente) mas que não fazem ondas…
Terá essa organização seguros capazes de cobrir estes riscos bem como a irresponsabilidade dos monitores, caminheiros dirigentes e outros ou os pais como LS estão abandonados pelo movimento ao qual confiaram os seus filhos?
Ou será que tem pelos mínimos…só para dizer que tem?
Passados 3 anos e tal, com 3 operações, sofrimentos e dores imensuráveis, aulas perdidas, noites perdidas, dificuldades de todo o género, LS comenta que só houve encobrimento, desviar de olhos e fugas por parte quer da hierarquia do Corpo Nacional de Escutas, quer por parte dos responsáveis directos… nem sequer um simples “querer saber como vai passando”…
Que dirigentes e assistentes são esses que não se importam com as perdas que sofre o movimento?
Que “Corpo” é esse que assiste impávido ao amputar dos seus "membros"?
Que “Amigos de todos e irmãos de todos os outros” são esses?
Que "honra" poderão inspirar os escuteiros á comunidade escolar e aos amigos da familia do SS e a todas as pessoas que sabem do sucedido?
Pensem bem com quem vão deixar ir os vossos filhos…"
CAROS "CHEFES"... SERÁ QUE ISTO VOS DIZ ALGUMA COISA?

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