sexta-feira, 22 de agosto de 2008

ESCUTEIROS DA EUROPA... O QUE É?

Educação diferenciada para rapazes e raparigas
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H Há já dezenas de anos que a educação mista foi imposta no domínio escolar: actualmente, faz parte da paisagem diária das crianças e dos jovens. Esta situação apresenta, incontestavelmente, aspectos positivos: os rapazes e raparigas não são mais educados na ignorância do outro sexo. Mas no que diz respeito à educação, torna mais difícil reconhecer a identidade plena de cada um.
K A mistura generalizada não permite o recolhimento necessário para que cada jovem se situe e descubra a sua identidade própria. Para além disso, verifica-se actualmente uma forte tendência para sexualizar todos os comportamentos e todas as relações homem/mulher.
p Sob o efeito poderoso da imagem normalizadora veiculada pelos média, favorece-se a generalização de atitudes baseadas nas relações sexuais dos adultos, onde a emotividade e afectividade, que não podem ser senão mal dominadas nesta idade, são as únicas regras de conduta propostas aos jovens.
* Numerosas vozes se fazem hoje ouvir para sublinhar a importância de uma educação diferenciada para rapazes e raparigas. As Guias e Escuteiros da Europa praticam esta diferenciação desde a origem do Movimento.
k Numa sociedade totalmente mista, nós propomos hoje um espaço específico para rapazes e outro para raparigas.
º O objectivo educativo é:
- permitir aos rapazes e raparigas a expressão e afirmação da sua identidade própria: as necessiades físicas e psicológicas, os centros de interesse, os modos de afirmação da personalidade são diferentes; num grupo misto, a tendência é mais de impor a norma masculina (linguagem, vestuário), o que é pouco respeitoso da identidade feminina.
- respeitar as diferenças de maturidade psicológica: especialmente na idade escolar e mesmo liceal; a maturidade precoce das raparigas tem um efeito desvalorizador nos rapazes.
- as actividades escutistas são assim, espaços de liberdade onde os rapazes e raparigas podem desempenhar cada um o seu papel, o que lhes permite descobrir progressivamente a riqueza e harmonia das suas vocações pessoais no plano divino e a sua complementaridade: "Deus criou o Homem à sua imagem... Ele os criou, homem e mulher."
- é por isso que, ao favorecer e respeitar a formação de uma identidade própria no quadro de Unidades homogéneas e separadas, o Movimento procura igualmente levar á descoberta desta complementaridade: a criação de uma organização com duas secções, separadas nas suas actividades mas partilhando as mesmas regras, objectivos e o mesmo ideal, e reunidas na igualdade de poder e de responsabilidade ao nível dos mais velhos e dos adultos, é uma intuição notável de modernidade.
m Em todos os níveis, os responsáveis, homem e mulher, agem conjuntamente. Na idade de Caminheiros e Guias-Mais-Velhas, as actividades de formação e de serviço comuns aos rapazes e raparigas são frequentemente organizadas no quadro do Clã ou do Fogo. No respeito da sua identidade e das suas qualidades, eles vivem, pela prática das suas responsabilidades, uma experiência de complementaridade que os prepara directamente para a sua vocação de colaboração harmoniosa na construção do mundo.
; A Associação está dividida por escalões etários. É assim que, dos 8 aos 12 existem os Lobitos e as Lobitas, dos 12 aos 17, os Escuteiros e as Guias, e dos 17 em diante, os Caminheiros e Guias Mais-Velhas.
Z Em Portugal, a Associação está presente em duas provincías: a da Beira Alta e a da Estremadura. Na província da Estremadura, existem 6 grupos, dois em Massamá, dois em Tercena e dois em Caneças. Na Beira Alta, a AGEEP está presente em Moimenta da Beira e na Lapa, entre outros.

1 comentário:

Anónimo disse...

eu sou guia, adorei o texto =)