quarta-feira, 7 de outubro de 2009

UM NOVO ANO ESCUTISTA...

Um dos momentos mais importantes da minha vida escutista foi o que aconteceu quando fiz a minha Promessa de Caminheiro, no princípio dos anos 60, no âmbito de um Acampamento Regional de Lisboa.
A passagem do Grupo ao Clã foi memorável e nessa cerimónia fui confrontado com a necessidade de escolher um "tóten" e uma divisa, que iriam ser a minha "marca" para toda a vida. No momento em que me "baptizaram" como o "Lobo Esfaimado", logo prometi a mim mesmo que faria bom uso da honraria desse "tóten" e escolhi por divisa "QUEM NÃO VIVE PARA SERVIR... NÃO SERVE PARA VIVER!".
O Assistente Nacional de então, o já falecido Padre João Ferreira, ao tempo também Capelão Chefe da Força Aérea, convidou-me então para integrar uma Equipa Nacional de Expansão, formada por Caminheiros que se encontravam em Lisboa por motivo de estudos ou do Serviço Militar. Essa Equipa de Expansão tinha por finalidade dar apoio nos programas de desenvolvimento e programação de actividades escutistas, pelo que muitas vezes fomos solicitados a participar em acções de propaganda local em algumas Paróquias onde se estava a implementar o Escutismo.
Quando o Agrupamento era finalmente reconhecido pela Junta Central e estava apto a aceitar a rapaziada que aspirava ser Escuteira, o nosso íntimo parecia que inchava pelo orgulho de termos contribuído com o nosso trabalho para a formação da novel Unidade.
Mas para lá chegar, tinha havido um trabalho de sapa em que todos foram importantes, pois cada um dos elementos da Equipa de Expansão estava "especializado" numa área de conhecimento escutista e fez todos os possíveis por SERVIR, em fidelidade ao lema dos Caminheiros! O ideal escutista era a pedra de toque que nos impulsionava para fazer cada vez melhor o trabalho que nos era imputado.
Lógico que também nos Nacionais era a Equipa solicitada para fazer parte do "staff" que tinha por missão organizar o acampamento. Ao regressar a casa, era possível dormir tranquilo, porque a nossa missão tinha sido integralmente cumprida, porque era uma satisfação sabermos que a nossa Promessa estava a ser cumprida, sem desvios à Lei e aos Princípios!
E no início de cada ano Escutista que se iniciava, lá estava a Equipa de Expansão da Junta Central do Corpo Nacional de Escutas pronta para novas e aliciantes "aventuras" que levassem ao aparecimento de novos Agrupamentos capazes de dar resposta à formação dos jovens segundo os métodos que Baden-Powell nos legou!
O Chefe D. José de Lencastre sempre se orgulhou do nosso trabalho em prol do CNE e nós sempre nos orgulhamos de um dia ter sido possível SERVIR DEUS, A IGREJA E A PÁTRIA através do Escutismo!

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