terça-feira, 25 de maio de 2010

Educação para a cidadania...

Ultimamente, seja lá por causa do que seja, tem-se verificado um surto de bom senso a espalhar-se um pouco por todo o País, como seja, por exemplo, o "LIMPAR PORTUGAL" em boa hora desencadeado, que tem contribuído para que os espaços verdes e linhas de água, que estavam a chegar a um ponto de alarmante ruptura, estejam a ficar um pouco mais limpos daquilo que a falta de civismo de alguns os estavam a condenar.
E fico contente por verificar que em alguns pontos deste jardim à beira mar plantado são os Escuteiros - CNE, AEP ou Guias de Portugal - a dar o exemplo e partindo para a "aventura ecológica" de promover a limpeza das matas, leitos dos rios ou baldios onde a insensatez de uns tantos estava em vias de causar um desastre ecológico.
Na minha formação como Escuteiro também tinha de estar atento à proliferação de atentados ambientais diversos, que exigiam o exacto cumprimento da divisa "ALERTA" e à prática da Boa Acção de cada dia através da limpeza dos espaços envolventes da comunidade, tal como me era muito caro o prestar apoio aos doentes, ajudar nas várias campanhas de solidariedade... enfim: cumprir aquilo a que me obrigava o usar um lenço ao pescoço e uma Flor de Lis ao peito, desde o dia em que prometi perante Deus, a Igreja e a Pátria ser útil ao meu semelhante.
Hoje diz-se que é estar imbuído de espírito de cidadania... e estou plenamente de acordo: O Escuteiro é um dos pioneiros da educação para a cidadania, mesmo que não o saiba! Basta-lhe que seja um cidadão atento e cumpra a Lei, a Promessa e os Princípios... e a cidadania estará garantida.
Alguém disse que "Educar para a cidadania pode ser desenvolver a vontade de participar quando tudo parece convidar ao conforto da indiferença e da preguiça. Quando lá fora chove e estamos quentes, quando lá fora há choro e cá dentro mordomia, quando lá fora há fogo e cá dentro frescura, quando lá fora há fome e frio e cá dentro há calor e “abastança”."
"Educar para a cidadania pode ser consumir tempo com os outros quando o tempo nos voa para as nossas tarefas; é ouvir os ruídos urgentes quando preferíamos o silêncio; é ficar, quando preferíamos regressar, se o outro precisa de nós."
"Educar para a cidadania pode ser fazer gostar dos lugares onde vivemos com os outros, a nossa casa, a nossa escola, a nossa cidade, o nosso país, o nosso mundo, tornando-os mais belos, mais humanos, mais saudáveis, mais justos, menos esgotados, um lugar também para os vindouros."
Antigamente era difícil convencer as pessoas de que o acto de limpar não era apenas um contributo para evitar contaminações ou doenças várias inerentes à falta de higiene, como também era um acto de civismo que se praticava. Hoje está implicito na educação para a cidadania, como estará o acto de votar, de socorrer o próximo, de ser solidário com aquele que sofre, de educar, enfim ser participante activo na vida da comunidade local, regional, nacional ou internacional, porque ser-se um cidadão consciente torna-nos "Cidadãos do Mundo"! É este o valor da educação para a cidadania!

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