
---- Num Movimento como é o Escutismo, em que a fraterna união de todos num ideal, onde os Princípios, a Promessa e a Lei são como que um elo de ligação perene, justifica-se o aparecimento de uma associação autónoma apolítica, que se destina a todos os antigos filiados do Corpo Nacional de Escutas (CNE). Também a FNA se considera imbuída de Espírito Escutista, sendo que os seus valores são orientados pela Fé Católica e pretendem a formação integral, humana e cristã, daqueles que nela se associam, em comunhão com a Igreja de Cristo. A finalidade da Fraternidade é a organização de actividades próprias das várias faixas etárias dos seus Associados.---- Está reconhecida oficialmente, a nível nacional, e viu os seus Estatutos serem aprovados pela Conferência Episcopal, decorria o mês de Novembro de 1996 e está implantada em 15 Dioceses, com maior implantação em Braga, Porto, Lisboa, Aveiro, Setúbal e Évora, estimando-se os seus efectivos em 2.000 associados, com a média de idades estimada nos 46 anos.
---- A partir de Janeiro 2003 a Fraternidade de Nuno Álvares recebeu o seu reconhecimento internacional, tornando-se membro efectivo da "ISGF - International Scout and Guide Fellowship", o bureau mundial que congrega mais de 50 associações dispersas pelo mundo.
---- Da Direcção Nacional fazem parte alguns nomes que são referência no Escutismo Português, como é o caso do Presidente da FNA, o Vitor Faria, que foi Chefe Nacional do CNE, o Luis Cordovil, o Teixeira da Silva e outros de igual qualidade. Utilizam como sede a Igreja das Chagas, no nº. 8 da Rua do mesmo nome, em Lisboa. O Mail da FNA é fraternidade@cne-escutismo.pt.
---- Quando do Congresso CNE 2000, em 1986, o então Cardeal Patriarca de Liboa, D. António Ribeiro, de saudosa memória, definiu aquela que deverá ser divisa de uma Fraternidade como é a Nuno Álvares, quando disse: " É comum dizer-se que o Escutismo representa uma excelente escola de formação humana. Sabe-o toda a gente, mas conhece-o de um modo particular, quem alguma vez foi Escuteiro. Tive a sorte de fazer parte de um Grupo de Escuteiros do Seminário de Braga, já lá vão mais de trinta anos. O facto não foi indiferente para mim: ajudou-me a crescer em humanidade, no contacto com o mundo. na disponibilidade para o serviço dos outros e na concretização de um ideal de vida; ajudou-me, enfim, a crescer na fé e na vocação sacerdotal. Por isso, ainda hoje me considero membro da grande família escutista. Uma vez Escuteiro, Sempre Escuteiro!"
---- Mas a Fraternidade de Nuno Álvares não é uma "criação" de 1996, porquanto já nos anos 20 e 30, os fundadores do CNE sentiram necessidade de ceder os seus postos dentro do Movimento a outros animadores, para que o seu trabalho não tivesse sido em vão e houvesse continuidade, sendo desde então criados núcleos de "antigos", que auxiliavam os serviços das unidades locais, regionais ou nacionais. A oficialização da Fraternidade a nível nacional foi tentada por diversas vezes, mas apenas em 1994, pelo querer do Engº. D. Paulo de Lencastre - o filho de um dos fundadores e Chefe Nacional do CNE, D. José de Lencastre - , que, ao tempo, era Presidente do Conselho Nacional da Fraternidade, se avançou para uma estruturação nacional e se iniciaram os convívios com as outras Fraternidades nacionais e internacionais.








