segunda-feira, 13 de outubro de 2008

SERVIR...a missão do "Chefe"

* Não adianta imaginar que mandar é fácil, bastando um rosto hermético e uma voz imperiosa, para se ganhar a batalha. Para ser "Chefe", é necessário possuir-se aquele amor ao próximo e aquela cultura que nos permitem conhecer os homens e perscrutar os recônditos da sua alma, além de que é necessário pertencer-se igualmente àqueles previlegiados espiritualmente que tomaram para si próprios a divisa: SERVIR, mas de uma forma desinteressada, perseverante e corajosa, que lhe são impostas pelas convicções, entusiasmo ou carácter.
* Todos os indivíduos têm necessidade de fazer uma opção de vida, de escolher uma doutrina capaz de os orientar para o quotidiano da vida, acreditando que só deste modo poderão contribuír para que o seu País esteja a ser servido de forma conveniente, porque existirá um lema alutinador que orientará a sociedade. Quando da minha entrada para o Escutismo, escolho como divisa "QUEM NÃO VIVE PARA SERVIR, NÃO SERVE PARA VIVER!". Foi uma forma de me impôr "SERVIR" como modo de vida.
* Sabemos que toda a autoridade vem de Deus, mas é dada ao "Chefe" em benefício dos outros e não em benefício pessoal, pois a autoridade poderia definir-se como o direito de ordenar aquilo que está mais conforme os interesses gerais da sociedade onde nos inserimos.
* Um "Chefe" jamais cumprirá a sua missão senão na medida em que, ao bem pessoal, antepõe o bem comum e ao interesse particular prefere o interesse geral. O verdadeiro Dirigente Escutista não procura dominar por dominar nem se serve dos que lhe são confiados, mas antes os auxilia no SERVIR uma causa que os supera. Familiarizar-se com o Movimento em que está inserido, fazendo por cumprir as suas Leis e Regulamentos, constituirá o primeiro elemento da alma do "Chefe".
* No Escutismo, em especial, e no dia-a-dia em particular, mandar é servir: SERVIR a Deus, em nome de Quem se exerce o poder - porque toda a autoridade que, em última análise, não O tenha como fundamento é ilusória ou uma usurpação; SERVIR aqueles que se comandam, os quais, sem chefe, correriam o risco de serem um rebanho sem pastor; SERVIR a causa que nos supera e merece a adesão, a obediência e, se for preciso, o sacrifício próprio.
* Pensemos, pois, quão bela é a missão de SER CHEFE! Será até mais do que uma missão: é uma vocação, um chamamento, uma espécie de predestinação. Porque "toda a autoridade vem de Deus", os que exercem funções de chefia tornam-se como que em intermediários entre Deus e os seus subordinados. Os textos das Escrituras não admitem restrições nem reservas: - É-se chefe "em nome de Deus", e unicamente para fazer com que os outros homens se tornem mais semelhantes a Ele, ajudando-os a tornarem-se mais homens, a tomarem consciência da sua dignidade de criaturas divinas, a desenvolver os talentos que providencialmente lhes foram distribuídos (Mgr. Pinson, Bispo de Saint-Flour).
* Tendo por objectivo "SERVIR", o chefe dá, à sua maneira, exemplo de obediência, e, além disso, faz surgir nitidamente diante de todos que tem autoridade para exigir dos outros a procura desinteressada do bem comum.
* O chefe não decide arbitrariamente; constitui norma para si procurar a ressonância no mais profundo daqueles que conduz. O chefe não só orienta, mas também ajuda ; que aqueles que sentem em si uma vontade rejubilem: o chefe não é chefe senão para os ajudar a querer.
* No chefe, o indivíduo deve apagar-se de qualquer maneira e desaparecer na função. Este apagamento, viril e corajoso, confere-lhe um prestígio e uma força que nenhuma outra reserva dá. Tornando-se, mas de modo intenso e visível, pessoa pública, eleva-se, pelo próprio serviço, acima de individualismos estreitos. A sua voz possui um timbre diferente da dos outros: torna-se a voz da consciência moral em busca do bem superior da colectividade. A autoridade está ligada, sobretudo, à existência e à consciência duma missão superior, de que o chefe tomou o encargo não em proveito próprio, mas para bem daqueles que dirige e dos quais tem a responsabilidade.
* O chefe não manda "por prazer", sem interesse, como um senhor que domina escravos e colhe benefícios do trabalho dos outros. Não é esse o papel do bom Dirigente, que foi escolhido para conduzir uma comunidade, através de uma engenhosa hierarquização de meios, devido ao seu alto valor moral. A sua missão deve dominá-lo, como uma vocação. Ele pertence à missão que lhe é cometida. Dá-se à comunidade - para que ela se torne naquilo que pode e deve ser. O Dirigente no Escutismo, como um verdadeiro CHEFE, SERVE! E se está verdadeiramente compenetrado no pensamento da missão que lhe está cometida, completamente tomado por essa vocação e votado ao serviço dela, então e só então é um CHEFE (Dunoyer de Segonzac).
* O chefe não é principalmente o que anima, persuade, arrasta, convence, mas aquele que manda em nome da autoridade de que está legitimamente investido, e é para ele a mais nobre maneira de servir. A sua missão é um autêntico serviço social. Mandar é servir. O chefe está ao serviço da comunidade, mas não quer isto dizer que deva estar às suas ordens: estas não são muitas vezes senão a expressão de seus caprichos ou fantasias, quando não são o fruto de sugestões estranhas, mais ou menos interessadas. Com razão, deve dizer-se do chefe que ele deve ser o intérprete do bem comum; não significa isto, porém, que deva ser o intérprete da vontade geral. Esta, dadas as variações de sensibilidade próprias da psicologia das multidões, não é muitas vezes outra coisa senão a inconstante opinião pública, em frequente contradição com o verdadeiro bem superior do conjunto.
* O chefe não é um simples delegado da comunidade, mas o seu guia em prossecução dos seus mais altos fins. Mesmo eleito e designado pelos seus pares, a autoridade de que é o depositário confere-lhe o direito de mandar sem que tenha de usar sempre, para se fazer obedecer, de persuasão e de argumentos pessoais. Um chefe deve possuir, antes de tudo, o sentimento da sua responsabilidade. Ter o sentimento da responsabilidade não significa que espere ser punido, se não cumpre o seu dever - um verdadeiro chefe não pensa nas sanções em que poderia incorrer a respeito doutros chefes, colocados acima de si na hierarquia. Mas, quanto aos que estão a seu cargo, não deseja que sofram inutilmente, que sejam injustamente punidos, ou privados do pouco conforto que podem ter. Não deseja que façam três quilómetros a mais, porque as ordens foram mal dadas. Não quer, que, após longa caminhada, vagueiem pelas aldeias onde chegaram, sem saber em que lugar devem acampar, sem possuir um pouco de palha para descansar, sem ter, se é possível, uma sopa quente que os reconforte. Pensa em tudo, por tudo vela; não come nem se deita sem que tudo esteja em ordem. Uma coisa há em que não pensa: na sua própria fadiga. Não sendo escravo de seus superiores, é-o, no entanto, do dever de protecção que deve aos seus. Este sentido da necessidade dos outros torna-o muitas vezes capaz de trabalhos que parecem acima das suas forças.
SER CHEFE É UMA RESPONSABILIDADE QUE DEUS NOS DÁ, PORQUE ASSIM SERVIMOS A DEUS ATRAVÉS DOS IRMÃOS! MAS TAMBÉM É UMA DÁDIVA!

sábado, 4 de outubro de 2008

SÃO FRANCISCO DE ASSIS


* O dia 4 de Outubro é o Dia de São Francisco de Assis, il Poverello, o padroeiro dos Lobitos de todo o mundo! Mas... quem foi São Francisco de Assis?
* São Francisco nasceu por volta de 1181/1182 , na cidade de Assis , na Itália, sendo batizado como Giovanni di Pietri. No entanto o seu nome acabou por ser mudado, algum tempo depois, passando a chamar-se Francisco, em virtude de o seu pai, Petri di Bernardone, que era comerciante e viajava frequentemente por França, querer, com esse nome dado ao filho, prestar uma homenagem ao país onde fazia os seus melhores negócios.
* Em 1198 deu-se um conflito em Assis, envolvendo a nobreza e os comerciantes. Os nobres foram-se refugiar em Perusa, uma cidadezinha próxima de Assis, tendo o jovem Francisco ficado preso durante o ano de 1204. Nesta cidade de Perusa também se encontrava a família da jovem Clara, uma amiga de Francisco.
* Quando regressou a Assis, São Francisco vinha doente... e começa então a sua conversão gradual, dedicando-se a dar esmolas e até a oferecer suas roupas aos pobres. Tem visões e começa a desprezar o dinheiro ou as coisas mundanas. Um dia encontra-se com um leproso, a quem dá esmola e um beijo. Este acontecimento marcou-o de tal modo que, das muitas coisas ocorridas na sua vida, este foi o primeiro a entrar no seu Testamento, "pois o que antes era amargo se converteu em doçura da alma e do corpo".
* Outros encontros vieram afirmar ainda mais a vocação de São Francisco, que nas ruínas da igreja de São Damião recebeu de Cristo Crucificado o mandato para restaurar a Sua Igreja. Obediente, São Francisco logo põe mãos ao trabalho. Reconstruiu três pequenas igrejas abandonadas: aquela de São Damião, a de Santa Maria dos Anjos e a de São Pedro.
* Seu pai, envergonhado pela nova vida adotada por Francisco, queixou-se ao bispo de Assis da prodigalidade do filho e, diante do prelado, pediu a Francisco que lhe devolvesse o dinheiro que havia gasto com os pobres. Como resposta, fez ali mesmo renúncia à vultosa herança do progenitor: despindo as vestes, que lançou ao chão, Francisco exclamou: "... doravante não direi mais pai Bernardone, mas Pai nosso que estás no céu..." A partir daquele momento passou a viver na pobreza, e deu inicio à Ordem Franciscana, que rápidamente cresceu no número de companheiros, pois em 1209 já são 12.
* Estabelece uma regra muito breve e bastante singela, que o papa Inocêncio III aprovou em 1210. As diretrizes principais dessa regra são a pobreza e a humildade, surgindo então a Fraternidade dos Irmãos Menores, a Primeira Ordem.
* No Domingo de Ramos de 1212, uma nobre senhora, Clara de Favarone, foi procurar o amigo Francisco para abraçar a vida de pobreza. Alguns dias depois, também Inês, sua irmã, seguiu o mesmo caminho. Estava criada a Fraternidade das Pobres Damas, a Segunda Ordem. Havia ainda aqueles que sendo casados ou com ocupações no mundo, que os inibia de serem frades ou irmãs religiosas, mas desejavam seguir os ideais de Francisco, que não foram esquecidos: por volta de 1220, Francisco criou a Ordem Terceira Secular, destinada a homens e mulheres, casados ou não, que podiam continuar as suas atividades na sociedade e a viver o Evangelho.
* A Ordem Francisca foi crescendo e em 1219 deu-se uma grande expansão que a levou até à Alemanha, Hungria, Espanha, Marrocos e França. Neste mesmo ano foi São Francisco em missão ao Oriente. Durante o tempo de ausência, houve vigários que modificaram algumas das regras da Ordem e, nesse mesmo ano de 1219, São Francisco demitiu-se da direção da Ordem. Esta cresceu, havendo quase 5.000 frades em 1221, pelo que uma nova regra foi escrita por São Francisco, em 29 de Novembro de 1223, que veio a ser aprovada pelo papa Honório. É a Regra que vigora até hoje.
*Em 1224, a 17 de Setembro, num dos eremitérios dos frades situado no Monte Alverne, São Francisco recebeu as chagas de Jesus crucificado no seu próprio corpo. Os últimos escritos de São Francisco são feitos entre 1225 e 1226, deles fazendo parte o Cântico das Criaturas e o Testamento. Nestes mesmos anos, Francisco foi a vários lugares da Itália para tratar dos seus olhos . Submeteu-se a diversas cirurgias.
*Morreu a 03 de outubro de 1226, num dia de sábado.
Morreu nu aquele que iniciou a conversão ficando nu naquela praça de Assis, diante do Bispo, do pai e dos amigos. Morreu a ouvir do Evangelho de João, a narrativa da Páscoa do Senhor, aquele Francisco que recebeu os primeiros companheiros após ter ouvido o Evangelho do envio dos apóstolos. Foi sepultado no dia 04 de outubro de 1226, num Domingo, na Igreja de São Jorge, na cidade de Assis.

sábado, 27 de setembro de 2008

ESCUTISMO - Formação integral do jovem

* Agora que recomeçou o ano escolar em todo o País, haverá muitas interrogações que os pais e encarregados de educação gostariam de ver respondidas por quem de direito, quanto àquilo que irão ser as actividades escolares programadas para os educandos à sua responsabilidade.
* Paralelamente ao ano escolar, também se iniciam as actividades da Catequese Paroquial e bem assim írá ser preparado o restabelecimento das actividades Escutistas em todos os Agrupamentos espalhados pelo País.
* O Verão teve o seu epílogo e o balanço do que foi conseguido com o seguir a pista traçada para o ano escutista, nomeadamente:
- O que foi feito em termos de actividades para a Alcateia? Foram cumpridos todos os objectivos propostos? Com que resultados? Prepararam-se as Promessas dos novos Lobitos? E a Passagem, como está prevista? O material tem condições? Foi recuperado o que não estava pronto para utilização? Os seguros... funcionaram? Quando chegar o dia de S. Francisco de Assis, que eles estejam preparados para uma comemoração condigna.
- O Grupo Júnior e o Sénior prepararam actividades próprias ou aceitaram convites de outras Unidades para acampar? Todas as actividades previstas decorreram conforme o plano? Estando em vias de se concretizar a canonização do Beato Nuno de Santa Maria, sabendo nós o que isso significa para todos os Escutas... que tal preparar uma actividade virada para a comunidade, em que sejam postas em evidência as virtudes do Santo Condestável.
- O Clã, depois de haver participado activamente nos Rover's acontecidos um pouco por toda a parte, certamente terá muito para contar. Ao redor da fogueira, em convívio fraterno, preparamos os nossos ouvidos para ouvir e os olhos para vêr as novas que nós trazem das quatro partidas do mundo.
* Perguntou-me alguém como justificava a afirmação de que o Escutismo é uma escola de formação integral do jovem. Sem rebuço de poder errar, disse ao meu interlocutor que o método de Baden-Powell é único, pois prepara o jovem para a vida em sociedade dando-lhe noções do que é a partilha, a generosidade, a lealdade, o saber fazer, além de que lhe incute no espírito a necessidade de ser hoje melhor do que ontem, amanhã melhor do que hoje!
*No Escutismo o jovem está ao serviço de Deus, da Igreja e da Pátria; pratica generosamente uma Boa Acção diária, sem nunca regatear doar-se. E, como "o dever do Escuta começa em casa", é no seu lar que o jovem começa por ser exemplo, é na escola que tenta ser o melhor, é na alegria que conseguirá levar os outros a verem no Escutismo essa escola integral.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

D.NUNO ÁLVARES PEREIRA

Vida religiosa
Nos últimos anos da sua vida Nuno Álvares Pereira recolheu-se no Convento do Carmo, onde morreu.
Após a morte da sua mulher, tornou-se
carmelita (entrou na Ordem em 1423, no Convento do Carmo, que fundara como cumprimento de um voto). Toma então o nome de Frei Nuno de Santa Maria.
Aí permaneceu até ao dia da sua morte, ocorrida em 1 de Novembro de 1431, com a idade de 71 anos.
Durante o último ano de vida do Beato Nuno, el-Rei
D. João I fez-lhe uma visita no Convento Carmo. D. João considerou sempre ter sido D. Nuno Álvares Pereira o seu amigo mais próximo , aquele que o colocara no trono e lutara e salvara a independência de Portugal.
Quando do
Terramoto de 1755, o túmulo de Nuno Álvares Pereira foi destruído, juntamente com o Convento. No seu epitáfio podia ler-se: "Aqui jaz o famoso Nuno, o Condestável, fundador da Casa de Bragança, excelente general, beato monge, que durante a sua vida na terra tão ardentemente desejou o Reino dos Céus depois da morte, e mereceu a eterna companhia dos Santos. As suas honras terrenas foram incontáveis, mas voltou-lhes as costas. Foi um grande Príncipe, mas fez-se humilde monge. Fundou, construiu e dedicou esta igreja onde descansa o seu corpo."
À margem da história, conta-se, como apócrifa, que o Rei Dom João de Castela se teria deslocado ao Convento do Carmo, para se encontrar com Frei Nuno´de Santa Maria, o nosso D. Nun'Álvares, e lhe terá perguntado qual a posição que tomaria se Castela invadisse novamente Portugal. Então o Iirmão Nuno limitou-se a levantar o hábito, e mostrou, por baixo deste, a sua cota de malha, indicando assim toda a sua disponibilidade para servir o seu país sempre que necessário.
Beatificação e Canonização
D. Nuno Álvares Pereira foi
beatificado em 23 de Janeiro de 1918, pelo Papa Bento XV. O seu dia festivo é a 6 de Novembro. O processo de canonização, que havia sido iniciado em 1940, sendo interrompido posteriormente, foi reiniciado em 2004 e teve o seu termo anunciado para o ano de 2008.
Em espírito de acção de graças a Deus pelos dons que abundantemente concede à Sua Igreja, e com profunda alegria, informamos todos os escuteiros que, de acordo com uma notícia veiculada pela Agência Ecclesia, o patrono do Corpo Nacional de Escutas irá, finalmente, ser canonizado!
Como é do conhecimento geral, o processo de canonização de Beato Nuno de Santa Maria estava já em curso, faltando ultimar alguns aspectos próprios deste tipo de processo.
Assim, conforme foi divulgado, «Bento XVI abriu a 3 de Julho as portas à Canonização do Beato Nuno Álvares Pereira, ao autorizar a promulgação de dois decretos que reconhecem um milagre atribuído ao futuro Santo português e as suas virtudes heróicas».

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

ESCUTEIRO DE ONTEM E HOJE...

- Nunca, como hoje, o Escutismo teve tantos "antigos" a envergar a farda e a colocar à volta do pescoço o lenço castanho, símbolo de pertença a um Movimento que é, cada ano que passa, mais credibilizado, mais apreciado, mais segundo as necessidades de complemento à educação integral dos jovens, segundo o método do Fundador, Baden-Powell.
- A Fraternidade Nuno Álvares, talvez por acção do seu Patrono, Beato Nuno de Santa Maria, tem crescido a olhos vistos e a sua acção é credora dos maiores elogios em tudo quanto é sociedade, pois esta dá a mão à palmatória e afirma que o Escutismo, tal como é preconizado para os Lobitos, cresce em graça e idade... só que mais amadurecida.
- Fiz a minha Promessa com 7 anos de idade, portanto já há 58 anos! Em tantos anos a reger-me pela divisa "SEMPRE ALERTA... PARA SERVIR", depois de o ter feito "DA MELHOR VONTADE", jamais me passou pela cabeça a ideia de um dia pertencer à Fraternidade. Sempre me repugnou a ideia de uma dia deixar de ser Escuteiro no activo, porque fiel ao lema que sempre orientou os meus propósitos de vida: "QUEM NÃO VIVE PARA SERVIR... NÃO SERVE PARA VIVER!".
- Mas tudo tem o seu tempo, e o meu tempo no Escutismo já passou à história, porque a vida se encarregou de dizer ser tempo de parar. Valeu a pena? Tudo vale a pena, segundo o poeta, quando a alma não é pequena. Ficaram para sempre as memórias dos vários acampamentos pelo País e por algumas partes do mundo! Ficou-me a certeza de ter andado pelo mundo a cultivar a Amizade - um bem supremo que nunca deve ser alienado - ajudando a crescer muitos jovens de ontem, que hoje estão na sociedade com verdadeiro orgulho daquilo que são... e do que foram graças ao Escutismo!
- Talvez não seja utópico dizer-se que "QUEM FOI ESCUTEIRO UM DIA... SERÁ ESCUTEIRO TODA A VIDA!", porque dentro de nós está sempre o espírito da "RADIOSA FLORAÇÃO...", a certeza de que "SOMOS A FLÔR DA FRAGÂNCIA..." que um dia, talvez ontem mesmo, se reunia "AO REDOR DA FOGUEIRA" ciente de que não foi em vão que pediu ao Chefe Divino "MINHA PROMESSA ATENDE...", porque "NÓS SOMOS OS ESCUTEIROS, DESTA PÁTRIA SEM RIVAL..."
- Por agora... BOA CAÇA e SEMPRE ALERTA... ontem, hoje e sempre, com a Graça de Deus!

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

ESCUTEIROS DA EUROPA... O QUE É?

Educação diferenciada para rapazes e raparigas
*
H Há já dezenas de anos que a educação mista foi imposta no domínio escolar: actualmente, faz parte da paisagem diária das crianças e dos jovens. Esta situação apresenta, incontestavelmente, aspectos positivos: os rapazes e raparigas não são mais educados na ignorância do outro sexo. Mas no que diz respeito à educação, torna mais difícil reconhecer a identidade plena de cada um.
K A mistura generalizada não permite o recolhimento necessário para que cada jovem se situe e descubra a sua identidade própria. Para além disso, verifica-se actualmente uma forte tendência para sexualizar todos os comportamentos e todas as relações homem/mulher.
p Sob o efeito poderoso da imagem normalizadora veiculada pelos média, favorece-se a generalização de atitudes baseadas nas relações sexuais dos adultos, onde a emotividade e afectividade, que não podem ser senão mal dominadas nesta idade, são as únicas regras de conduta propostas aos jovens.
* Numerosas vozes se fazem hoje ouvir para sublinhar a importância de uma educação diferenciada para rapazes e raparigas. As Guias e Escuteiros da Europa praticam esta diferenciação desde a origem do Movimento.
k Numa sociedade totalmente mista, nós propomos hoje um espaço específico para rapazes e outro para raparigas.
º O objectivo educativo é:
- permitir aos rapazes e raparigas a expressão e afirmação da sua identidade própria: as necessiades físicas e psicológicas, os centros de interesse, os modos de afirmação da personalidade são diferentes; num grupo misto, a tendência é mais de impor a norma masculina (linguagem, vestuário), o que é pouco respeitoso da identidade feminina.
- respeitar as diferenças de maturidade psicológica: especialmente na idade escolar e mesmo liceal; a maturidade precoce das raparigas tem um efeito desvalorizador nos rapazes.
- as actividades escutistas são assim, espaços de liberdade onde os rapazes e raparigas podem desempenhar cada um o seu papel, o que lhes permite descobrir progressivamente a riqueza e harmonia das suas vocações pessoais no plano divino e a sua complementaridade: "Deus criou o Homem à sua imagem... Ele os criou, homem e mulher."
- é por isso que, ao favorecer e respeitar a formação de uma identidade própria no quadro de Unidades homogéneas e separadas, o Movimento procura igualmente levar á descoberta desta complementaridade: a criação de uma organização com duas secções, separadas nas suas actividades mas partilhando as mesmas regras, objectivos e o mesmo ideal, e reunidas na igualdade de poder e de responsabilidade ao nível dos mais velhos e dos adultos, é uma intuição notável de modernidade.
m Em todos os níveis, os responsáveis, homem e mulher, agem conjuntamente. Na idade de Caminheiros e Guias-Mais-Velhas, as actividades de formação e de serviço comuns aos rapazes e raparigas são frequentemente organizadas no quadro do Clã ou do Fogo. No respeito da sua identidade e das suas qualidades, eles vivem, pela prática das suas responsabilidades, uma experiência de complementaridade que os prepara directamente para a sua vocação de colaboração harmoniosa na construção do mundo.
; A Associação está dividida por escalões etários. É assim que, dos 8 aos 12 existem os Lobitos e as Lobitas, dos 12 aos 17, os Escuteiros e as Guias, e dos 17 em diante, os Caminheiros e Guias Mais-Velhas.
Z Em Portugal, a Associação está presente em duas provincías: a da Beira Alta e a da Estremadura. Na província da Estremadura, existem 6 grupos, dois em Massamá, dois em Tercena e dois em Caneças. Na Beira Alta, a AGEEP está presente em Moimenta da Beira e na Lapa, entre outros.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

NO ETERNO ACAMPAMENTO... UM AMIGO

Partiu para o Eterno Acampamento o Pardal-Curioso!

  • O Vitor Manuel da Conceição Touricas, para além da actividade desenvolvida nos Agrupamentos, foi um colaborador dos Serviços Centrais do CNE durante muitos anos, particularmente na revista “Flor de Lis”, onde fez foi um pouco de tudo. Tinha um estilo muito próprio no que escrevia, que se tornava evidente nas rubricas “Dizem de Nós” e “Ecos Escutistas”, onde dava conta de tudo o que a Comunicação Social ia publicando acerca do Escutismo. Pela sua condição de Militar, foi também correspondente (Escutismo) em África.
  • Nascido a 16 Janeiro de 1940, na Raposa, Almeirim, era casado com a "Chefe" Lucinda e pai extremoso do Luis e do Victor José, ambos conquistados para o Escutismo pelo exemplo do Pardal Curioso, cuja empatia a todos seduzia.
  • No Escutismo era detentor de um enorme curriculum . Tornou-se Dirigente do Corpo Nacional de Escutas em Julho de 1969, tornando-se Chefe do Clã e do Agrupamento de S. José Operário, no Negage - Angola. O autor deste Blog foi um dos colaboradores do Pardal Curioso, como Chefe de Grupo do mesmo Agrupamento. Com direcção do Chefe Touricas e composição e impressão do Lobo Esfaimado - o autor deste blog - , foi lançado no Negage o jornal "O BRADO", orgão 0ficial do Agrupamento de S. José Operário. Já na Metrópole, fez o Curso Avançado de Formadores. Foi Chefe dos Agrupamentos 292; Agrupamento 225; Agrupamento 542; do Departamento Nacional; Regional Adjunto; Grupo Explorador; da Redacção da Flor de Lis; Redactor da Flor de Lis; Actualmente era Chefe de Unidade da I Secção.
  • Era portador de louvores e condecorações várias, como a Cruz de S. Jorge de 3ª Classe; Cruz de S.Jorge de 2ª Classe; Cruzde Mérito Monsenhor Avelino Gonçalves.
  • Até Sempre, "Chefe" Touricas!
  • À FAMÍLIA ENLUTADA, O PENSAMENTO DE QUE O VICTOR APENAS FOI PARA MAIS UMA ACTIVIDADE, NO ETERNO ACAMPAMENTO, ONDE O PODEREMOS ENCONTRAR EM AMENA CAVAQUEIRA COM O DIVINO CHEFE, TRATANDO DAS ACTIVIDADES DE AMANHÃ!
  • PELO AMIGO QUE FOSTES, A SAUDADE É GRANDE, MAS CONFORTA SABER QUE CHEGASTES AO FIM DA TUA PISTA EM PAZ E NA AMIZADE DAQUELES PARA QUEM FOSTES EXEMPLO E QUE TE RECORDARÃO PARA SEMPRE!