Em tempos já perdidos nas poeiras do passado, Portugal tinha um Governante que não gostava muito dessas modernices espalhadas por um "bife" que tinha o nome Robert Baden-Powell, um cidadão militar inglês inventor de um método de educação que alguns chamariam de revolucionário mas que esse tal governante, que até era o Presidente do Conselho de Ministros de Portugal, chamaria de movimento pervertor de consciências, pois para educar tinhamos cá a Mocidade Portuguesa e essa bastava para levar os jovens por bons caminhos.Lógico que não ganhou a batalha da proibição e o Escutismo singrou em Portugal, primeiro por força do "arreganho" que foi colocado pela Associação dos Escoteiros de Portugal, que nunca desanimou , e depois pela perseverança posta em acção pelos fundadores do Corpo Nacional de Escutas, que teimaram em não desistir de trazer para o seio da Igreja a magnífica obra educacional já então implantada no mundo chamado civilizado, que tinha o cunho e genialidade de um Lord de Gilwell que até foi General dos Exércitos de Sua Majestade Britânica e foi herói nas Campanhas contra os Matabeles, na Guerra do Boers na África do Sul, mas especialmente pela sua acção durante o Cerco de Mafeking.
Não vou agora dissertar sobre aquilo que foi essa acção, nem sobre os celebrados "Cadetes de Mafeking", porque um Escuteiro não necessitará de ser recordado constantemente da forma como B.P. criou o Movimento de que foi Chefe Mundial.
Aquilo que gostaria é não ter de me confrontar com notícias sobre o Escutismo Mundial que possam dar conta de algumas coisas que podem ser consideradas como alienação e não formação.
Explico: O Escutismo em Moçambique, de que mostro uma fotografia do Agrupamento S. Miguel de Nova Freixo no dia das primeiras Promessas, estava vivo e recomendava-se, até ao dia em que a independência do território tornou Moçambique numa República Socialista de inspiração comunista. Aproveitando a existência do Escutismo, o Governo de Joaquim Chissano resolveu autorizar o "ressuscitar" do Movimento... mas há a possibilidade de que se possa tornar em algo a controlar pelo Governo, sendo relevante o facto de o Presidente da República de Moçambique em exercício ser assim uma espécie de "manda chuva" do Escutismo, com o cargo de "Patrono" do Escutismo Moçambicano, enquanto o anterior Presidente, Joaquim Chissano, é o Presidente do Conselho Nacional, cargo até à pouco exercido por Brazão Mazula... que nos seus tempos de Padre Missionário da Consolata foi Assistente do Agrupamento nº. 424 - S. Miguel de Nova Freixo, nos tempos do Corpo Nacional de Escutas da era colonial.
Há um Director Nacional... "importado", porque não é Moçambicano mas sim Polaco, chamado Leonardo Admowicz, que se julga reportar ao Presidente de Moçambique e dele recebe luz verde, ou não, para se cumprirem os programas do Escutismo Mundial. Acredito que tenha qualidades para o exercício do cargo!
Seria bom que a Liga do Escuteiros Moçambicanos, criada em 1994, viesse a ser a verdadeira impulsionadora do Escutismo em Moçambique, dentro do espírito de Baden-Powell e que não venha a copiar a repetição dos erros que acontecem em muitos paízes de África, onde são um exemplo nulo e até causa impressão ouvir dizer que são ESCUTEIROS!Sei que Chissano e Guebuza são pessoas bastante responsáveis e não querem impor ninguém a obrigatoriedade de ser militante da FRELIMO para ser Escuteiro. Nem a Igreja Moçambicana iria permitir uma indignidade dessas.
Confiemos, pois, que o Governo de Moçambique permita aos jovens seguir o ideal de educação integral preconizado por Lord Baden-Powell of Gilwell, de molde a serem exemplo para o mundo, que os espera nos Jamborees, nos Rover, nos Indaba, para, de mãos dadas com eles, poderem gritar ao mundo: O ESCUTISMO É UMA FRATERNIDADE MUNDIAL !





